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Quando se morre de ciúmes

quinta-feira, 25 de junho de 2015

         No caminho de volta para casa recebeu um SMS: “Tua mulher ta te traindo”. Anônimo, claro. Acelerou o carro bem mais do que costumava sem se preocupar com mais ninguém. Estava com pulga atrás da orelha desde a ultima viagem de férias que ele não pôde ir. Não era a primeira vez que desconfiava de uma traição.
         Em casa entrou batendo a porta com força, e rumou para a cozinha. Ela estava lá, preparando o assado para o jantar; estava perto demais na hora errada, porque a faca de corte também estava ali.
         Uma coisa era certa: ele não gostava de sentir aquilo, aquela... Coisa. Coisa que o deixava inseguro, frágil e gradativamente... Louco. Aquela tal coisa chamada ciúme.E sem pensar em nada, decidiu apenas não mais sentir “aquilo” outra vez.
         Cada vez que acertava com a arma branca o abdômen da ex-amada, vingava-se por todas as vezes em que ela não o amou, somente por estar idealizando o possível “outro”.
         E de repente, conseguiu o que queria; o que o ciúme queria. Em poucos segundos não sentiu mais ciúmes; não sentiu mais coisa alguma. Nada. Apenas o solitário e o triste, de um amor morrendo... Somente o vazio.
         Tinha tido um enfarte.
 
Autora: Danielly Lopes - Araguaina /TO

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