Em duas semanas
completariam bodas de prata. Na ultima viagem de férias aproveitou que ele não
pôde deixar o trabalho e organizara tudo com antecedência na capital.
Planejara sozinha
a comemoração que marcaria o ápice do amor dos dois. Casa cheia, família
reunida, um churrasco, musica ao vivo, vestido novo, quem sabe um bolo e até
mesmo uma daquelas cascatas de chocolate iguais as da TV! Ele adorava
chocolate.
O único problema
era conseguir guardar segredo do marido. Ela era horrivelmente péssima em
mentir. Logo o marido descobriria.
E ele descobriu
numa noite a caminho de casa, enquanto ela preparava o assado para o jantar.
Ele chegou em casa batendo a porta com força e começou a gritar. Ela não
entendia o porquê da raiva dele. “O que aconteceu meu amor?!” com lagrimas nos
olhos ela tinha dito.
Mas aquele desconhecido
com uma faca na mão já não era seu homem. Era frágil, inseguro e gradativamente
louco.
Não teve como se defender. E em cada
punhalada que recebia do marido, esganiçava para que ele parasse, tentou até revelar-lhe
da festa, mas nada pôde falar ou fazer.
Em minutos
estaria caída no chão com seu marido ao lado. Ele sofrera de um infarto. Ela de
facadas. Sofreram os dois por conta dos ciúmes dele.
Tudo isso ela relataria em seu depoimento a policia meses depois, debilitada ainda e com lagrimas nos olhos, como naquela noite em que o amor morreu, pois infelizmente era a verdade. Até porque não sabia mentir.
Tudo isso ela relataria em seu depoimento a policia meses depois, debilitada ainda e com lagrimas nos olhos, como naquela noite em que o amor morreu, pois infelizmente era a verdade. Até porque não sabia mentir.
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