Estamos aqui mais uma vez. Você e eu, elas e aqueles... Nós
estamos aqui, mais uma vez. Talvez digamos que de passagem não somos os mesmos,
ou que talvez os mesmos sejam. É possível que acreditemos no final apenas como outro inicio, como também é louvável assumirmos que não queremos
recomeçar. Não do zero.
Não me entenda mal, uma quantidade de tempo
proporcionalmente livre, e recheado de tudo o que quisermos fazer é
indiscutivelmente um sonho. Sonho que ao passar dos dias vai ficando cada vez
menor, chega a ser portátil para carregarmos no bolso, e é aí que antes dele
sumir, instantaneamente cresce e gigante novamente seu único receio é a
contagem regressiva 10, 09, 08, 07, 06, 05, 04, 03, 02... Você sabe.
Então porque deixamos nosso sonho tão pequeno, já que alimentamos
tanto ele a cada explosão de fogos de artifício? É inato que metamorfose não
nos pareça uma boa ideia, e já que não mudamos, o sonho não se desenvolve e não
passa de larva. Nós teimamos em ser maior que nossas esperanças e não o
contrário. O poder de superioridade nos desperta, mas não nos guia, e às vezes alerta
percebemos que não é tarde demais. Mas aí vêm as poucas taças de champanhe da
noite passada e cá estamos de novo.
Estamos aqui mais uma vez. Você e eu, elas e aqueles... Nós
estamos aqui, pela ultima vez esse ano. Com o sonho a ponto de diminuir, por
pura comodidade, medo, insegurança até. Que faremos com o que somos? Não nos
preocupemos, o Sonho vem aí, o mesmo desde o inicio dos nossos tempos... Basta termos a
força de transformá-lo em tudo o que quisermos. Borboletas serão apenas o início.
Danielly Lopes - Araguaína / TO
Larva de sonho
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
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