Pelas grandes
janelas da escola, dava para ver a previsão passada no jornal se concretizando.
O céu estava realmente negro e as nuvens pareciam tão pesadas que poderiam
desabar a qualquer momento.
Bate o sinal, meio dia e vinte, hora de ir para
casa. Um tumulto já esperado se formou nas rampas que dão acesso ao segundo
andar do prédio. Todos queriam chegar em casa antes da tempestade.
Mesmo
morando bem perto, desci a pequena e pacata rua rapidamente, mas minha casa
parecia nunca chegar.
Assim que cheguei a chuva caiu, começou devagar, mas em
poucos minutos ficou tao intensa que as gotas, que batiam no teto, mais
pareciam pedras.
Pela janela da cozinha, eu via as plantas do quintal sendo
massacradas pela tempestade, sem nenhuma forma de defesa, elas, como muitas
pessoas queriam que o sol voltasse logo.
Depois de quase duas horas de chuva, o
tempo finalmente abriu. Fui para fora conferir os estragos causados pela mesma,
e os estragos foram grandes.
As folhas das árvores ficaram todas quebradas; as
flores caídas, murchas, com suas pétalas arrancadas e todas embarreadas; na
velha aceroleira não sobrou uma fruta se quer; nos vizinhos, telhas se soltaram
do telhado , arvores foram arrancadas , houveram estragos por toda a cidade.
No
outro dia vieram os comentários negativos e as reclamações, pessoas de todas as
idades falando sobre a chuva , e então surgiram frases como "para que
chover?", "odeio chuva" e até "nossa, São Pedro
judiou".
Para mim não foi problema ,amo chuva , mas o ser humano nunca
está satisfeito, se chove:"odeio chuva" se não chove, vem a falta d'água e mais reclamações.
Maria Luiza Pacheco_Nuporanga, Sp
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