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Dia de aguaceiro

segunda-feira, 2 de março de 2015

      Pelas grandes janelas da escola, dava para ver a previsão passada no jornal se concretizando. O céu estava realmente negro e as nuvens pareciam tão pesadas que poderiam desabar a qualquer momento.
      Bate o sinal, meio dia e vinte, hora de ir para casa. Um tumulto já esperado se formou nas rampas que dão acesso ao segundo andar do prédio. Todos queriam chegar em casa antes da tempestade.
      Mesmo morando bem perto, desci a pequena e pacata rua rapidamente, mas minha casa parecia nunca chegar.
      Assim que cheguei a chuva caiu, começou devagar, mas em poucos minutos ficou tao intensa que as gotas, que batiam no teto, mais pareciam pedras.
      Pela janela da cozinha, eu via as plantas do quintal sendo massacradas pela tempestade, sem nenhuma forma de defesa, elas, como muitas pessoas queriam que o sol voltasse logo.
      Depois de quase duas horas de chuva, o tempo finalmente abriu. Fui para fora conferir os estragos causados pela mesma, e os estragos foram grandes.
      As folhas das árvores ficaram todas quebradas; as flores caídas, murchas, com suas pétalas arrancadas e todas embarreadas; na velha aceroleira não sobrou uma fruta se quer; nos vizinhos, telhas se soltaram do telhado , arvores foram arrancadas , houveram estragos por toda a cidade.
     No outro dia vieram os comentários negativos e as reclamações, pessoas de todas as idades falando sobre a chuva , e então surgiram frases como "para que chover?", "odeio chuva" e até "nossa, São Pedro judiou".
    Para mim não foi problema ,amo chuva , mas o ser humano nunca está satisfeito, se chove:"odeio chuva" se não chove, vem a falta d'água e mais reclamações.

Maria Luiza Pacheco_Nuporanga, Sp

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