De manhã eu via ela acordar, a tarde eu a sentia no olhar, a noite íamos dançar e na escuridão do clarear da madrugada, quando ninguém com nós estava, já não éramos dois. Agora apenas um.
Seus cabelos, teu corpo, teu cheiro, minha mão a te tocar, eu a despia com o olhar. Ela mal via, que já nos meus braços se despejava, como água em balde vazio. Eu a queria como ninguém mais, a desejava assim como uma criança a um bombom. Já não tínhamos pudor algum, alias nunca tivemos algo do tipo, e se a ética não nos permitia amar já não ligávamos, éramos totalmente antiéticos. Fora dos limites da sociedade, que com o tempo nos deixou de lado, desistimos de nos enquadra na fingida moldura perfeita.
Amantes antes mesmo do amor, nosso sexo não consistia em “amar”, mas em amor. Não nos interessava a quem amávamos, o importante era amor.
No bordel em que antigamente andava não encontrei, menina assim (pois bem meu caro, era apenas uma menina). A menina da pele mais macia em que havia tocado em toda minha existência. Seus olhos negros me viraram a cabeça, fique alucinado no seu corpo delgado. Como uma gata da madrugada, miava baixo em meu ouvido, me levando a loucura e ao prazer que ainda por me não tinha sido provado.
Depois de dois dias de perdição em um mundo desconhecido, eu já não queria me achar, mas me perder cada vez mais, nas belas curvas da menina que me levara a um lugar incógnito.
No amanhecer, após do pagamento, saiu a francesa me deixando sem remoço algum meu caro amigo e desde este tempo ainda não provei nada melhor.
Autora: Maria Castro - Arneiroz/CE
Amantes antes mesmo do amor, nosso sexo não consistia em “amar”, mas em amor. Não nos interessava a quem amávamos, o importante era amor.
No bordel em que antigamente andava não encontrei, menina assim (pois bem meu caro, era apenas uma menina). A menina da pele mais macia em que havia tocado em toda minha existência. Seus olhos negros me viraram a cabeça, fique alucinado no seu corpo delgado. Como uma gata da madrugada, miava baixo em meu ouvido, me levando a loucura e ao prazer que ainda por me não tinha sido provado.
Depois de dois dias de perdição em um mundo desconhecido, eu já não queria me achar, mas me perder cada vez mais, nas belas curvas da menina que me levara a um lugar incógnito.
No amanhecer, após do pagamento, saiu a francesa me deixando sem remoço algum meu caro amigo e desde este tempo ainda não provei nada melhor.
Autora: Maria Castro - Arneiroz/CE
Cida, não sei como por em palavras o que eu senti com tua crônica Flor!!
ResponderExcluirJá pensou em fazer um best-seller de romance?? Seria o meu favorito!
u.u