Segunda-feira chegou novamente; eu não gosto muito dela, pois é o dia que acaba a diversão do fim de semana, todos acordam com cara fechada, a mãe brigando com o filho logo cedo: — Vai pra escola, guri!!
— Já vou, mãe... — Diz ele ainda sonolento.
Cada passo que ele dá é com tanta lerdeza e dificuldade que dá dó só de ver. Ele toma um banho, veste seu uniforme, e vai pra cozinha tomar o café da manhã, sua mãe já havia saído para trabalhar e ele ainda ali, comendo feito uma lesma. Sua calça jeans, sua camiseta branca com o brasão da escola estavam brilhando de limpos, mas não por muito tempo, como eu disse, ESTAVAM brilhando de limpos, agora nem se reconhece suas vestes...
— Ai meu Deus! Como isso aconteceu?! — Diz ele desesperado...
Ele não se lembra como se sujou? Como isso é possível? Desde minha meninice, sempre soube como sujava minha roupa: terra, lama, barro, café, chocolate, leite, sorvete, suco, refrigerante e claro, minhas próprias mãos...
— Preciso resolver isso "urgentementemente"!!
"Urgentementemente"? Quem fala assim? Quantos anos esse garoto tem? Dez anos de idade? Muito improvável, acho que deve ser menos, uns oito anos.
— Ok. Vou tentar limpar isso. — Ele corre pro banheiro, troca de roupa e leva a suja pra lavar. Coloca rapidamente os panos na máquina de lavar roupa e recitando uma crônica faz seu serviço. — "Já fui morena, mulata, vermelha e agora estou negra..."
Hum... Eu conheço essa parte dessa crônica e sei também todo o resto, mas voltando à esse garoto. Ele pega a roupa, coloca na centrífuga e coloca no varal, termina de tomar o café da manhã e já com a roupa seca, ele a veste novamente, pega sua mochila e corre pra fora, tranca a porta e sai ligeiro para a escola. Beleza, agora vamos ver como esse garoto se sujou...
"Ele estava sentado na cadeira tomando o café, comendo um pedaço de bolo e o copo de leite no cantinho da mesa, terminando o bolo, ele parte para o pão e coloca um pouco de achocolatado em pó no leite, mexe, mexe e remexe e se empolga tanto e começa a dançar, bate na mesa que derruba o refrigerante no chão. Voltando em si, ele se assenta novamente e recomeça a comer. A queda fez a garrafa de refrigerante espirrar líquido em toda a parte, inclusive nele, que assustado derruba leite achocolatado e café para completar a imundície, essa é a hora que ele disse 'Ai meu Deus! Como isso aconteceu?!'"
— Já vou, mãe... — Diz ele ainda sonolento.
Cada passo que ele dá é com tanta lerdeza e dificuldade que dá dó só de ver. Ele toma um banho, veste seu uniforme, e vai pra cozinha tomar o café da manhã, sua mãe já havia saído para trabalhar e ele ainda ali, comendo feito uma lesma. Sua calça jeans, sua camiseta branca com o brasão da escola estavam brilhando de limpos, mas não por muito tempo, como eu disse, ESTAVAM brilhando de limpos, agora nem se reconhece suas vestes...
— Ai meu Deus! Como isso aconteceu?! — Diz ele desesperado...
Ele não se lembra como se sujou? Como isso é possível? Desde minha meninice, sempre soube como sujava minha roupa: terra, lama, barro, café, chocolate, leite, sorvete, suco, refrigerante e claro, minhas próprias mãos...
— Preciso resolver isso "urgentementemente"!!
"Urgentementemente"? Quem fala assim? Quantos anos esse garoto tem? Dez anos de idade? Muito improvável, acho que deve ser menos, uns oito anos.
— Ok. Vou tentar limpar isso. — Ele corre pro banheiro, troca de roupa e leva a suja pra lavar. Coloca rapidamente os panos na máquina de lavar roupa e recitando uma crônica faz seu serviço. — "Já fui morena, mulata, vermelha e agora estou negra..."
Hum... Eu conheço essa parte dessa crônica e sei também todo o resto, mas voltando à esse garoto. Ele pega a roupa, coloca na centrífuga e coloca no varal, termina de tomar o café da manhã e já com a roupa seca, ele a veste novamente, pega sua mochila e corre pra fora, tranca a porta e sai ligeiro para a escola. Beleza, agora vamos ver como esse garoto se sujou...
"Ele estava sentado na cadeira tomando o café, comendo um pedaço de bolo e o copo de leite no cantinho da mesa, terminando o bolo, ele parte para o pão e coloca um pouco de achocolatado em pó no leite, mexe, mexe e remexe e se empolga tanto e começa a dançar, bate na mesa que derruba o refrigerante no chão. Voltando em si, ele se assenta novamente e recomeça a comer. A queda fez a garrafa de refrigerante espirrar líquido em toda a parte, inclusive nele, que assustado derruba leite achocolatado e café para completar a imundície, essa é a hora que ele disse 'Ai meu Deus! Como isso aconteceu?!'"
Autor: Reinaldo Melo - Campo Grande/MS
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