A mãe está lá distraída, molhando as flores nos canteiros
cuidadosamente construídos na frente da casa.
A mangueira laranja conduzia a água que vinha rápida do
registro hídrico da casa. As mãos da mãe seguravam o suporte preto da ponta da mangueira
direcionando nas pétalas das flores e depois, nas raízes.
A menininha corria de um lado pro outro, entre as flores, os
cabelos esvoaçando com o vento fresco. A mãe observava sua pequena ao mesmo
tempo em que aguava. A garotinha colheu uma margarida e pôs atrás da orelha, se
aproximou da mãe fazendo manha:
-Manhêêê! Deixa eu aguar?
-Claro filha! Pega a mangueira aqui.
A mulher começa a varrer o pátio, abrindo o portão e tirando
a sujeira pra calçada.
-Mas essa árvore está tão seca! Vou cuidar de você! Diz a
pequerrucha.
Quando a mãe volta, leva um choque e grita, pondo as mãos na
cabeça:
-Agatha! A minha árvore de natal!
-Pronto mamãe! Agora já podemos comer as frutinhas.
Pela árvore natalina escorria a água da mangueira, inundando
toda a sala.
As “frutinhas” da árvore não anunciavam sua morte. Pelo
contrário! Piscavam e piscavam!
Amarelas, verdes, vermelhas... Agatha corria pelo piso
escorregadio e gritava:
-Ela vai crescer! Já podemos comer as frutinhas!
A pequena Agatha girava ao redor da árvore segurando a barra
de seu vestido...
Tirou a margarida de trás da orelha, e num ato majestoso,
pôs no topo da árvore.
Autor: Cleiton Andrade - Rio Pardo/RS
Autor: Cleiton Andrade - Rio Pardo/RS
Somos todos eternas crianças *-*
ResponderExcluirQue o Menino Jesus conserve sempre em nossos corações essa tão bela simplicidade!
Crônica linda...