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Intrinsecamente

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Ao lermos fazemos um gesto involuntário quando estamos nela. Ao apreciarmos um café, temos a mesma sensação de quando éramos criança, às vezes até nos lembramos de quando ficávamos no colo do nosso avô. E... ao olharmos para ela recebemos um convite.
Como uma peça tão banal pode ser, ao mesmo tempo, algo tão indispensável? Aos escritores e poetas ela se torna sempre convidativa, isso por que lá eles podem se sentir à vontade. Ou, quem sabe, mega inspirados.
Nesta hora lembro- me de alguém, a Tia Nina, que de forma alguma deixava esta faltar em sua casa:
- Tia, tia!
- O que queres agora, criança rabugenta?
- Deixe-me levá-la pra casa hoje, só por hoje!
- Já lhe disse que não. Agora, volte para o lugar de onde veio!
Ora Tia Nina, como pode fazer algo assim com uma simples criança?! Mas sabe, leitor, a verdade é que Tia Nina tinha consciência do valor inestimável daquela peça.
Mas mal sabia a Tia Nina que um dia sua amável sobrinha viraria aprendiz de escritora, e que assim como ela, prezaria tanto a tal cadeira de balanço.

Autora: Letícia Ganassini - Brasília/DF

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