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Prelúdio

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Lá estava, dentro de uma casa assustadoramente organizada, num canto misterioso que separava-se do resto, por apenas uma porta, poucos sabem, mas havia um universo diferente em cada cômodo daquele lar complexo.
Naquele quarto a luz centrava-se apenas na escrivaninha, em cima dela havia uma xícara de café rachada, porem cheia, e um livro misterioso de páginas cujo o tempo pintou de amarelo, Iori folheava cada pagina atentamente. O livro possuía um titulo curioso, ''Prelúdio Do Fim'' seu pai lhe dera aquele livro a pouco tempo, era uma joia da família, apesar do livro ter sido roubado de uma livraria sem nome e endereço, pelo seu bisavô, devido a sua cleptomania, seu pai escondera o livro das chamas.
O livro falava sobre muitas coisas, filosofias, guerras desconhecidas, doutrinas e até plantas alucinógenas. Chegando ao fim, encontrou páginas em branco e palavras começaram a surgir, o silêncio foi interrompido por uma melodia perfeita, de primeira reconheceu, era Chopin Nocturne Op.9 No.2.
As palavras que emergiam nas paginas limpas diziam ''já é hora de despertar'' Yoham não sentiu medo, de primeira achou que era uma alucinação, se deu conta que estava acordado e totalmente lúcido. Antes de sua linha de raciocínio acabar a campainha tocou, Ele abriu a porta e viu uma fumaça e conforme a fumaça se diluía aparecia um homem alto, negro de olhos azuis, usava suspensórios e carregava um violão.
Ficaram boa parte do tempo se encarando ate que Iori resolveu abrir a boca.
- Tenho certeza que conheço você de algum lugar. Oh meu Deus, você é Jimi Hendrix?
O homem sorriu e disse:
- Não vai me convidar pra entrar?
Ele desapareceu, Iori suspirou, fechou a porta e quando olhou pra trás, la estava o homem tocando seu violão na poltrona da sala.
  Se conformou e disse:
- Quer algo pra beber, chá ou café?
O homem balançou a cabeça, com um gesto positivo.
- Ok, vou interpretar isso como um café.
O Homem acendeu um enorme baseado, quando Iori sentou no chão e bebeu, logo cuspiu, e o Homem começou a rir.
- O que foi isso?
- O melhor Whisky escocês meu caro.
-Quem é você?
- Alguns me chamam de morte, outros de Jesus Cristo, pode me chamar do que quiser, sou você, sou a natureza, digamos que faço parte de tudo e tudo faz parte de mim.
Ele ilustrava tudo na fumaça, tocava seu violão sem parar, e esclarecia todas as duvidas que Iori tinha sobre o Universo. E por fim o homem disse:
- Chegou a minha hora, nos veremos em breve, hasta lá vista baby.
E desapareceu feito fumaça. Iori acordou, pensou que tudo aquilo fosse um sonho, até que olhou para o canto da sala, e la estava, um violão e uma garrafa de Whisky.

Autor: Gabriel Soares - Brasilia/DF

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