O sol ilumina meu rosto me lembrando que é hora de acordar.
Me acordo pronto para conhecer outro Universo.
Pelas ruas vejo o vaivém da cidade grande, fico perplexo com todo aquele "fuzuê" entre pessoas e veículos. Quando me deixo desconcentrar, já é hora de descer daquela aglomeração de palhas soltas ao vento. Finalmente chego ao local onde já me deu alegrias e tristezas - estou no Templo.
Assim como na Torre de Babel, ouço línguas estrangeiras. Dialetos chamam minha atenção. Me sinto em outro país, mas na verdade só estou fora do Sergipe mesmo.
De repente interrompem minha observação. Com um jeito gentil me convidam a entrar naquilo que seria singular. A caminhada é um pouco longa, mas minhas pernas não queriam parar. O entusiasmo já estava evidente no meu rosto. Do terceiro andar eu conseguia rever todos os lances mais incríveis. Volto no tempo e enxergo torcedores lotando o local, olho para baixo e me lembro de um lance que não posso esquecer: A final do Campeonato Carioca. Meus olhos ficaram vidrados na cena que se desenrolava, observava as minúcias do jogo com exímia atenção.
Aos 43 minutos do segundo tempo uma falta à favor do Rubro Negro. O sacerdote toma a bola nas mãos e respira fundo, concentrando-se. Ao soar do apito do árbitro ele corre e bate a falta com perfeição. A torcida se junta e grita numa voz só, os sotaques se difundem para berrar a palavra tão esperada por todos:
- Gooooooool!!!!!
Não era apenas um gol, era um milagre. Por isso chamamos-o de Templo, onde só a bola nos proporciona um milagre desses. Esse é o Templo, esse é o Maracanã.
Autor: João Rafael - Muribeca/SE
O Templo
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
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Nossa João Rafael! Ficou top...
ResponderExcluirE como meu coração rubro negro não deixa mentir: As comparações ficaram bem colocadas :D
Queria que o MEU Maracanã fosse assim :(
Mais uma vez meu amigo, se superou!