Hoje estávamos com o pensamento diferente, pois não fomos só para dançar; dessa vez estávamos dispostas a encontrar o amor de nossa vida lá. Assim, logo que chegamos, começamos a observar : estava tudo muito bonito, todos muito animados, dançando, muitos solteiros bonitões e, o melhor de tudo, mulher entrava na faixa. Depois que entramos a fila de homens querendo dançar com a gente começou a aumentar. No meio do salão, enquanto dançávamos ao som de Xote das meninas, de Luiz Gonzaga, Leidneya começou a me cutucar para avisar que tinha um bonitão olhando para mim. Eu logo me empolguei, disse para ela que se ele tivesse a fim viria atrás de mim assim que terminasse tudo.
Mais tarde, quando o relógio marcou 23 horas, Deuzemar, nosso amigo, começou a nos chamar para ir embora. Assim que chegamos à parada do ônibus, tivemos uma surpresa: o bonitão da festa estava vindo em nossa direção, Leidneya disse:
- Edneya, mulher, olha só quem tá ali!
Eu, superfeliz, passei a mão no cabelo, ajustei a roupa e disse:
- Passou a noite toda olhando pra mim no forró. Hoje tô com tudo!
Segundos depois o bonitão se aproximou de mim e disse:
- Ai, gata, passa o celular!
Comecei a falar meu número, até que ele me interrompeu:
- É um assalto!
Eu crente que o cara estava a fim de mim! Mas que nada! Ele roubou tudo que eu tinha, até meu respeito.
Autora: Aracy Frutuoso - Fortaleza/CE
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